SLICK RICKS! BARBER SHOP

I will ALWAYS find it funny when someone shoves a cigarette into stuffed animals mouth and put sunglasses on them.

Figured you out | Erik x Dick Brothers

deadoralivewanted:

Seu expediente estava só começando e a quantidade de bêbados rodeando o balcão por conta da quinta dos sutiãs era imensa. Mulheres de todas as idades, e quando digo todas as idades isso inclui a terceira geração, subiam sobre o balcão de madeira para acompanhar as garotas que trabalhavam no Coyote Ugly no sapateado da música cowntry que ecoava pelo lugar. Era o dia preferido de Erik, claro. Ver todas as aquelas garotas se afogando em bebida e jogando suas peças íntimas pro ar de acordo as colegas de trabalho ditavam era maravilhoso, mas ter que aturar aquela porção de marmanjo sem noção entupindo seus devidos rabos de cerveja mais do que conseguiam aguentar o enfurecia. Quer dizer, era ele quem ficava ali pra limpar a merda dessa gente depois. 

Estava prestes a cortar o barato de um idiota qualquer completamente bêbado a sua frente quando alguém o fez por si, jogando o homem para trás as várias fileiras de pessoas que se amontoavam ali para conseguir garantir sua dose diária de álcool. Arqueou uma das sobrancelhas enquanto ria de canto e agradecia o homem barbado que agora se apoiava sobre o balcão com um aceno de cabeça. - Depois dessa, pode tomar o que quiser por minha conta, colega. - Erik espalmou as mãos sobre a madeira corrida enquanto lançava um sorriso canteiro ao outro em mais um agradecimento pelo feito. - Erik… o que vai querer? - Se apresentou como era de seu costume com qualquer novo cliente que abordava e, mesmo que o barbudo já tivesse visitado o bar outras vezes, definitivamente não se lembrava de seu rosto por aquelas bandas. E olha que o americano era ótimo em guardar rostos. 

Ricki. — O barbudo respondeu, ganhando seu lugar frente ao balcão com cotoveladas. — Cowboy, duplo.

Além do fator barba imensa, mas bem cuidada, e aquele bigodão hipster do momento, o fator ter a cara tatuada transformava Ricki numa daquelas figuras que ficavam gravadas; você podia não saber quem ele é e nem ter coragem de ir puxar um assunto, mas sempre lembrava do barbudão todo rabiscado com o pequeno xiz acima da sobrancelha e três bolinhas formando um triângulo abaixo do olho.

Poucas coisas na vida irritavam Ricki, que gostava de pensar em si mesmo como um barbeiro-tatuador bem paciênte - não do nível budista, mas em um humanamente possível - afinal ninguém confiaria a própria garganta para um homem segurando uma navalha se esse homem tivesse um temperamento explosivo. Tudo bem que desde que seu irmão mais novo se mudou para seu apartamento, Ricki tem que exercitar sua paciência a níveis intergaláticos diariamente; o que adicionou mais alguns itens a sua lista de coisas que o irritavam. Uns exemplos, quem sabe?

O pior de tudo é que, de alguma maneira, Todd parecia conseguir ser uma mistura de todos esses itens. Aí o motivo de Ricki estar no bar bebendo seu uísque puro, que era o melhor remédio dada a situação. Agora que ele já havia estabelecido ser o Rei daquele canto do bar, nenhum dos outros bebuns loucos por peitos chegava perto do “cara estranho”, o que vinha a calhar em horas de muvuca. 

E não que ele não gostasse do show, de vez em quando ele até dava umas espiadinhas nas mulheres se divertindo e tal, mas como relaxar e curtir umas vovós seminuas se naquele exato instante seu irmão provavelmente estaria fazendo um Festival da Salsicha em sua casa, usando o único pote de geleia boa pra alguma putaria pornográfica que ia manchar seu sofá?

Mudei de idéia. Tequila.

[flashback] I see dicks, all the time — Ricki & Johnny

c0ck-zilla:

Ô porra, pra que aquela agressão toda? Isso lá é jeito de tratar um convidado pela manhã? — era manhã, não era??? — O injustiçado Todd então fez aquela cara de interrogação barbuda e tirou a escova de dentes da boca pra responder seu irmão, ainda com a cara babada, a barba molhada e uma espuminha caindo aqui e ali enquanto as palavras sopradas eram ditas naquele tom meio fofo e pastoso com cheirinho de menta. Dilíça. 

— Aiforra! Felo menos fão achar fue focê tfem bom goshfto. - A escova de dentes serviu de indicador em direções aleatórias pra dramatizar o quanto sua redecoração no lugar - quase clássica - valia a pena. E Johnny teria até feito um discurso cheio de effes se não fosse a revolta do mais velho e mais barbudo. —Fecando não, escondfend— - aí foi judiação, o ponto alto da sacanagem malfeita. A espuma que Todd tinha na boca foi parar na parede (e provavelmente na cara de Ricki também) quando ele reagiu àquela chicoteada, aos gritos másculos e carinho em suas bolas bem seguras dentre suas duas mãos. Coitadas. — FILHO DA PUTA, NO SACO NÃO! PORRA, CARALHO! ESSAS PORRA TEM ATÉ SEGURO! - Com dor no saco e no coração, Johnny - pelado - encostou a testa no batente da porta e riu pra não chorar. — Faz isso não, viado… 

Olha a cara de Ricki de quem tava com pena. Exato, não dava pra ver porque ele não tava com pena, e sim com pasta de dente na barba. Cara, se tinha um jeito de terminar aquele dia de uma maneira mais irritante ele com certeza não queria descobrir. Mas é, a cuspida do irmãozinho não o fez nem piscar de dó, na real ele tinha logo era que ter chutado aquelas bolas branquelas mas Ricki gostava muito dos seus coturnos envernizados.

O mais velho dos irmãos e dono da casa, vale a pena frisar, segurou a toalha no punho fechado como se fosse um troféu de guerra e apontou o dedo tatuado pro peladão como advertência.

Só não tô mais puto porque usei sua escova pra limpar os ladrilhos do banheiro. — Ricki sorriu, com baba de pasta de dente no bigode. — Agora puta que pariu, vai colocar uma roupa que essa sua depilação tá me assustando. E bota isso aqui pra lavar. — No fim das contas a toalha de rosto voltou pra Toddy quando atirada no rosto dele.

Ricki precisava de um café.
Irlandês.

[flashback] I see dicks, all the time — Ricki & Johnny

c0ck-zilla:

Sabe o lance da fitinha amarrada no dedo?!

Dildos tinham a mesma função na vida de Johnny.

Cada um tinha um significado e um propósito, seja pra lembra-lo de comprar pão, de repassar um texto, de reestocar cerveja… Alguns eram só itens queridos de decoração mesmo, tipo os de vidro — Ahhh, os de vidro! — os de vidro eram os mais preciosos. Tinham o valor de uma estatueta do Oscar para o Leo DiCaprio, se o Leo DiCaprio tivesse algum Oscar — esses ai Johnny deixava em prateleiras e em móveis com algum destaque importante e só o double glassy dildo que ele guardava bem escondidinho porque não tinha comprado ainda um pezinho pro negócio ficar em pé em algum lugar. 

Aquele rosinha lindinho e delicado colado na porta da geladeira de seu novo lar, entretanto, era um presente de um fã desses mais amigos, fãs meio íntimos que viram fofíssimos dos idolos. Tipo aquela fã, menina de nome grande, é miga do Bryan Fuller no twitter — pois é, Todd também tinha um desses devido ao sucesso garantido com o suor de suas bolas. 

Johnny tinha colocado o pau na geladeira enquanto estava bêbado, mas já que estava ali quando ele acordou o pau na geladeira seria O Pau Da Geladeira.

Qualé, Ricki já devia estar acostumado. Era só um souvenir pra ser acaricia— quer dizer pra demonstrar carinho.

Ofue? Ofuê? Fue forra fue é o fue? - Disse Todd todo molhadinho, com a toalha de rosto do irmão enrolada na cintura e com a boca cheia de porra de pasta de dente, quando meteu a cara pra fora da porta do banheiro.

Ricki deixou as chaves no aquário vazio da mesinha, fez careta pra mais um pinto colorido no processo e marchou até o irmão pra estapear a cabeça molhada.

Esses pau de plástico pra todo lado, Todd! Porra! Vão achar que Liberace voltou a vida só pra decorar meu apartamento. Pode dar um jeito nessa… — Ah não, mas espera. Não, não, não porque não podia ser. Por um segundo Ricki achou que sua toalha de rosto azul estava em uma situação de contatos imediatos de terceiro grau com os periféricos de seu tão recente descoberto entretanto incrivelmente indesejado irmãozinho. — Cê tá secando suas bolas na minha toalha de rosto?

Ele não precisava de uma resposta, só puxou a toalhinha azul, fez careta pra outro pinto - porra, isso ia virar um habito ou o que? - e chicoteou o saco do mais novo com a toalha. — Filhadaputa!

I see dicks, all the time — Ricki & Johnny

A rotina de Ricki costumava ser tão simples. Ele acordava, café e cigarros pro café da manhã – quando muito uma torrada, depois se arrumava impecavelmente pra ir trabalhar. Propaganda é a alma do negócio, e da mesma maneira que você estranharia uma dentista com dentes feios ou uma nutricionista com obesidade mórbida, também seria de se estranhar um barbeiro / tatuador desleixado. Topete greased, barba penteada e os bigodes no ponto, Ricki botava seu melhor conjunto de jeans, camiseta e colete só pra ter o trabalho de descer uma simples escadaria e pronto: lá estava ele em sua barbearia.

Os clientes antigos já chegavam soltando piadinhas e sentando nas cadeiras sem cerimônias, os clientes novos eram bem recebidos pelo som da jukebox e cheiro de madeira. Uma clientela bem família que variava de caras tatuados, amantes de bigodes e senhores que perderem o medo daquela gente estranha mas ainda apreciam o prazer de um barbear bem feito.

Tinham os outros rapazes trabalhando pra ele, sim, mas Ricki era com certeza o mais ocupado. Era preciso certo nível de confiança para deixar uma outra pessoa brincar com uma navalha em seu rosto e Ricki carregava essa responsabilidade como se já tivesse nascido barbeando. Ele era bom naquilo, muito bom. Quem sabe talento corresse no sangue daquela família.

Se fosse o caso, o pai deles deve ter uma plantação de filhos talentosos espalhados pelo mundo. Afinal tudo o que Ricki tinha de talento como artista tatuador e barbeiro seu - recém descoberto - irmão tinha de talento para, bem, performances adultas, digamos. Então é, a rotina de Ricki costumava ser bem simples antes de seu irmão mais novo resolver se mudar para seu apartamento por um período nada menos que indefinido.

Um dia seu apartamento era só deu, no outro a primeira coisa que Ricki vê quando abre a porta depois de um longo dia de trabalho foi um pinto. E não qualquer um. Esse era grande, cheio de veias, rosa choque e colado em sua geladeira. Era uma invasão! Pau pra todo lado, pra onde quer que ele olhasse um pinto de borracha ou plástico ou até vidro encarava de volta.

— Que porra é essa?

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Umbrella
The Baseballs · Strike
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